Setembro de 2026 foi o mais quente da história dos EUA continentais, aponta NOAA

TEMPERATURA MÉDIA CHEGOU A 69,4°F, CERCA DE 20,8°C, E SUPEROU O RECORDE ANTERIOR REGISTRADO EM 1998; O CALOR EXTRAORDINÁRIO TAMBÉM FOI ACOMPANHADO PELA EXPANSÃO DA SECA, QUE ATINGIU 89% DA REGIÃO SUL DO PAÍS.

Os Estados Unidos registraram em setembro de 2026 o mês de setembro mais quente desde o início das medições históricas no território continental, segundo levantamento divulgado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).

O relatório, publicado em 8 de outubro pelo National Centers for Environmental Information (NCEI), apontou temperatura média de 69,4 graus Fahrenheit, equivalente a aproximadamente 20,8 graus Celsius.

O resultado representa o maior valor já registrado para setembro desde o início da série histórica, em 1895. O recorde anterior havia sido estabelecido em 1998, quando a temperatura média chegou a aproximadamente 68,95°F.

O levantamento chama atenção porque o calor não ficou restrito a uma pequena região. Diversas áreas do território americano registraram temperaturas muito acima das médias históricas, enquanto o Sul enfrentou uma expansão expressiva das condições de seca.

Para brasileiros que vivem nos Estados Unidos, os dados ajudam a compreender mudanças que podem afetar diretamente a saúde, o consumo de energia, a agricultura, os preços dos alimentos e o planejamento de atividades ao ar livre.

TEMPERATURA SUPEROU O RECORDE ANTERIOR DE 1998

De acordo com a NOAA, a temperatura média de setembro no território continental americano ficou 4,6°F acima da média do século 20.

A diferença corresponde a aproximadamente 2,6°C acima do padrão histórico utilizado como referência pela agência.

O recorde de 2026 superou a marca anterior de 1998 e integra uma sequência de meses com temperaturas acima da média histórica.

O relatório também destacou que, entre fevereiro de 2025 e setembro de 2026, a temperatura média mensal dos Estados Unidos continentais permaneceu acima da respectiva média do século passado durante 20 meses consecutivos.

Somente em 2026, março, julho, agosto e setembro alcançaram marcas de temperatura média mensal mais elevadas já registradas para seus respectivos períodos.

Esses dados demonstram que o episódio não representa apenas um dia excepcionalmente quente, mas um comportamento climático que merece acompanhamento ao longo dos próximos meses.

OITO ESTADOS REGISTRARAM SEUS SETEMBROS MAIS QUENTES

A análise regional da NOAA identificou oito estados com o setembro mais quente de suas respectivas séries históricas.

Entre eles estão Arkansas, Illinois, Kansas, Missouri e Oklahoma, que superaram recordes que em alguns casos permaneciam desde as décadas de 1920 e 1930.

O levantamento também mostrou que áreas das planícies centrais e do vale do Mississippi registraram temperaturas muito acima dos padrões históricos.

Partes do litoral oeste, incluindo regiões do norte da Califórnia e do noroeste do Pacífico, apresentaram comportamento diferente, com temperaturas abaixo da média em determinadas localidades.

Essa diferença demonstra que os efeitos do calor não foram uniformes em todo o país.

Para brasileiros que vivem nos Estados Unidos, compreender essas variações regionais é importante porque as condições climáticas podem mudar bastante entre estados e até entre cidades de uma mesma região.

SECA AVANÇOU E ATINGIU 89% DA REGIÃO SUL

Outro dado importante do relatório está relacionado à expansão da seca.

Segundo o levantamento da NOAA, aproximadamente 89% da região Sul dos Estados Unidos estava em condições de seca em 29 de setembro de 2026.

O percentual representa a maior extensão registrada para essa região desde outubro de 2000.

Considerando todo o território continental americano, aproximadamente 59% da área estava sob condições de seca no mesmo período.

A situação pode provocar impactos importantes na agricultura, na disponibilidade de água e na atividade econômica de regiões dependentes da produção agropecuária.

Também pode aumentar os riscos de incêndios florestais em determinadas áreas, especialmente quando temperaturas elevadas se combinam com vegetação seca e condições favoráveis à propagação do fogo.

COMO O CALOR PODE AFETAR A VIDA DOS BRASILEIROS?

As temperaturas elevadas podem trazer consequências práticas para quem vive nos Estados Unidos.

Uma das primeiras preocupações é o aumento do uso de aparelhos de ar-condicionado. Em regiões muito quentes, famílias podem enfrentar contas de eletricidade mais elevadas, principalmente durante períodos prolongados de calor.

Trabalhadores que exercem atividades ao ar livre também merecem atenção especial. Construção civil, jardinagem, agricultura, entregas e manutenção são algumas das atividades que podem aumentar a exposição ao calor extremo.

A exposição prolongada a temperaturas elevadas pode provocar desidratação, exaustão térmica e insolação, situações que exigem medidas preventivas e, em casos graves, atendimento médico.

O calor também pode afetar pessoas idosas, crianças pequenas e indivíduos com condições de saúde que aumentam a vulnerabilidade às altas temperaturas.

Outro possível reflexo envolve os preços dos alimentos. Quando condições climáticas extremas prejudicam plantações, produção pecuária ou disponibilidade de água, podem ocorrer impactos sobre a oferta de determinados produtos e seus custos.

Entretanto, os efeitos econômicos dependem de diversos fatores e não podem ser atribuídos automaticamente a um único mês de temperaturas elevadas.

O QUE ESPERAR DOS PRÓXIMOS MESES?

A NOAA também divulgou projeções climáticas para outubro, indicando maior probabilidade de temperaturas acima da média em partes do Oeste, das planícies do Norte, da região do Golfo do México e da Flórida.

A agência apontou ainda que a seca poderia persistir em determinadas áreas do Oeste, da região das Grandes Planícies e do Norte do país, embora algumas regiões do Sudoeste e do Sul apresentassem perspectivas de melhora.

Essas projeções são probabilísticas e não significam que todas as cidades dessas regiões necessariamente terão temperaturas elevadas ou ausência de chuvas.

Para acompanhar a evolução do cenário, os moradores podem consultar os boletins da NOAA, os alertas meteorológicos do National Weather Service e os mapas oficiais do U.S. Drought Monitor.

UM RECORDE QUE MERECE ATENÇÃO

O setembro mais quente já registrado nos Estados Unidos continentais reforça a importância de acompanhar as condições climáticas e seus possíveis efeitos sobre a vida cotidiana.

Para a comunidade brasileira, a informação vai além de uma curiosidade meteorológica. Ela ajuda a compreender por que determinadas regiões podem enfrentar maior pressão sobre os sistemas de energia, dificuldades na agricultura e riscos adicionais para trabalhadores e famílias.

Com temperaturas recordes e expansão da seca em diferentes áreas, o cenário climático americano continua sendo um assunto importante para quem mora no país, viaja pelos Estados Unidos ou acompanha as mudanças que podem influenciar o custo de vida nos próximos meses.

Sobre o Autor:
Redação Entre Fronteiras
Grupo de Brasileiros focados em auxiliar empreendedores nos Estados Unidos da América.

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