Polícia de Los Angeles teria disparado mais de 1.000 projéteis não letais em um único dia, diz relatório
A polícia de Los Angeles entrou em confronto com manifestantes durante protestos contra políticas de imigração em 8 de junho e usou uma grande quantidade de projéteis não letais após a chegada da Guarda Nacional. O relatório oficial, publicado na segunda (10), aponta a participação de cerca de 6.000 pessoas, ferimentos entre manifestantes e atendimentos a policiais, e levanta dúvidas sobre a proporcionalidade e o cumprimento da lei estadual. Mais detalhes foram divulgados em https://www.gazetanews.com/imigracao/2025/09/504339-policia-de-los-angeles-disparou-mais-de-mil-projeteis-contra-manifestantes-em-um-unico-dia.html.
Para contexto sobre a intervenção da Guarda Nacional e a escalada dos protestos, veja relatos sobre a retomada de operações de imigração e a presença da Guarda Nacional na cidade.
Principais pontos do relatório
- Data: 8 de junho.
- Público estimado: cerca de 6.000 pessoas.
- Munição da LAPD: mais de 1.000 projéteis não letais (balas de borracha, projéteis de espuma e gás lacrimogêneo).
- Feridos: pelo menos seis manifestantes.
- Policiais atendidos: 52 receberam cuidados médicos.
- Trechos sobre alternativas de contenção no relatório ficaram sem resposta, gerando questionamentos.
Para leitura completa do relatório e contexto jornalístico, consulte https://www.gazetanews.com/imigracao/2025/09/504339-policia-de-los-angeles-disparou-mais-de-mil-projeteis-contra-manifestantes-em-um-unico-dia.html.
Outras agências e números combinados
- Departamento do Xerife de Los Angeles: mais de 2.500 projéteis disparados.
- Patrulha Rodoviária da Califórnia (CHP): 271 disparos.
O total reacende o debate sobre coordenação interagências, regras de engajamento e preparo para protestos de grande escala. Casos recentes de movimentação de tropas federais e retiradas de contingentes também intensificaram a discussão sobre o papel de forças externas, como relatado na cobertura sobre a retirada de fuzileiros navais após os protestos.
Contexto dos protestos
Segundo o documento, entre os atos registrados estavam:
- incêndio de veículos autônomos;
- bloqueio de rodovias;
- arremesso de pedras, pedaços de concreto e fogos de artifício contra agentes.
Mesmo com esses incidentes, observadores criticam a falta de registros claros sobre tentativas de medidas menos agressivas antes do emprego massivo de munição. Situações semelhantes de confronto entre manifestantes e agentes de imigração já foram documentadas em outras operações, como em relatos sobre o conflito em San Francisco diante de tribunais.
Questões legais e críticas
Especialistas consultados no relatório afirmam que o uso intensivo de projéteis levanta dúvidas sobre a proporcionalidade e sobre possíveis violações de restrições estaduais que proíbem disparos indiscriminados contra multidões. Pedem-se investigações para apurar se protocolos foram seguidos e se alternativas (desescalada, cordões de contenção, negociações) foram tentadas. Autoridades federais e judiciais têm sido acionadas em casos relacionados, incluindo ordens para investigação de protestos com foco em atos violentos.
Próximos passos
Autoridades, advogados e organizações de direitos civis exigem:
- investigação independente sobre o uso da força;
- transparência sobre relatórios e registros de tomada de decisão;
- revisão de procedimentos de coordenação entre agências;
- maior ênfase em estratégias proporcionais de controle de multidões.
Grupos comunitários e voluntários também vêm se organizando em apoio aos imigrantes e para monitorar ações das agências, como mostram iniciativas de organização voluntária local.
Mais informações e cobertura jornalística estão disponíveis em https://www.gazetanews.com/imigracao/2025/09/504339-policia-de-los-angeles-disparou-mais-de-mil-projeteis-contra-manifestantes-em-um-unico-dia.html.
Conclusão
O relatório pinta um cenário de emprego massivo de força em uma manifestação de grande porte: mais de 1.000 projéteis da LAPD, 6.000 pessoas nas ruas e múltiplos feridos. As dúvidas sobre proporcionalidade, possíveis violações da lei estadual e a ausência de registros sobre alternativas reforçam a necessidade de investigação, prestação de contas e revisão de práticas policiais — especialmente no contexto de políticas federais e estaduais que vêm alterando a colaboração entre agências e desencadeando reações públicas, como discutido em matérias sobre propostas para uso da Guarda Nacional e mudanças de política.

