O Walmart divulgou nesta quinta-feira (15) os resultados do primeiro trimestre de 2025, revelando um desempenho misto enquanto enfrenta os efeitos das tarifas impostas pelo governo Trump. A receita da gigante do varejo cresceu 2,5% em relação ao ano anterior, totalizando quase US$ 166 bilhões, mas ainda assim ficou abaixo das expectativas do mercado.
As vendas em lojas já existentes subiram 4,5%, impulsionadas especialmente por produtos de saúde, bem-estar e alimentos. No entanto, os resultados positivos não foram suficientes para acalmar os investidores: as ações da empresa caíram 5% na manhã desta quinta-feira.
O CEO Doug McMillon afirmou que as tarifas estão afetando diretamente os custos da empresa, apesar dos esforços para manter os preços acessíveis. Cerca de 15% das vendas do Walmart nos EUA vêm de produtos importados da China, alvo central das medidas comerciais mais recentes.
Além disso, produtos vindos da América Latina, como bananas, abacates, café e flores, também tiveram seus preços elevados devido às novas tarifas aplicadas a países como Costa Rica, Peru e Colômbia — afetando diretamente o setor alimentício, que representa 60% do faturamento da empresa.
“Estamos fazendo o possível para segurar os preços, mas essas tarifas tornam a tarefa cada vez mais desafiadora”, declarou McMillon em conversa com investidores.
Para o segundo trimestre, o Walmart prevê um crescimento de vendas entre 3,5% e 4,5%, mas o lucro permanece incerto devido à instabilidade do mercado e à imprevisibilidade das políticas comerciais.
Mesmo diante desse cenário, analistas consideram que o Walmart está em posição mais favorável do que outras varejistas para enfrentar o impacto das tarifas, graças à sua ampla escala e diversificação de produtos.

