EUA autorizam testes de arma de calor com alcance de até 1 km para possível uso na fronteira com o México

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O governo dos Estados Unidos autorizou testes de uma tecnologia militar capaz de provocar uma intensa sensação de queimadura na pele humana a centenas de metros de distância. O equipamento poderá ser avaliado para uma possível utilização em operações de fiscalização na fronteira com o México, especialmente em situações envolvendo grupos de imigrantes.

Conhecido como Sistema de Negação Ativa (Active Denial System – ADS), o dispositivo utiliza ondas eletromagnéticas para aquecer rapidamente a superfície da pele, provocando dor intensa e levando as pessoas a se afastarem da área atingida.

De acordo com informações divulgadas sobre a autorização, o equipamento tem alcance superior a 800 metros, podendo chegar a aproximadamente um quilômetro, dependendo da versão e das condições de operação.

Tecnologia provoca dor intensa sem utilizar munição convencional

Desenvolvido para o controle de multidões, o sistema é apresentado pelas autoridades militares como uma alternativa às armas convencionais. Seu funcionamento consiste na emissão de energia direcionada, que produz uma sensação extrema de calor na pele, semelhante à aproximação de uma superfície muito quente.

O objetivo é fazer com que as pessoas abandonem a área atingida sem a necessidade de disparos de munição tradicional.

Apesar de ser classificada como uma tecnologia não letal, a arma não está livre de riscos. Há registros de incidentes envolvendo queimaduras de segundo grau durante testes e treinamentos, o que levanta questionamentos sobre a segurança do equipamento e os limites de sua utilização.

Equipamento poderá ser avaliado durante sete meses

A autorização do Pentágono prevê o empréstimo temporário de um sistema ADS ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) por sete meses. A medida permite que o órgão avalie o equipamento e desenvolva procedimentos para uma possível utilização em operações de fronteira.

A autorização, no entanto, não estabelece de forma definitiva onde e como os testes serão realizados, nem significa que o dispositivo já esteja sendo utilizado contra imigrantes.

A eventual adoção da tecnologia dependerá das avaliações e das decisões das autoridades responsáveis pelas operações de segurança.

Possível uso contra imigrantes gera preocupação

A possibilidade de empregar uma arma projetada para provocar dor intensa contra pessoas que tentam atravessar a fronteira reacende o debate sobre o uso da força em operações migratórias.

Entre as principais preocupações estão os riscos de ferimentos, as consequências de uma exposição inadequada e a possibilidade de pessoas atingidas sofrerem acidentes ao tentar escapar da área afetada.

O uso do equipamento em regiões próximas a rios e outros obstáculos também pode representar riscos adicionais, especialmente se uma reação de fuga levar pessoas a situações de perigo.

Além das questões de segurança, a eventual utilização da tecnologia contra grupos de migrantes pode gerar discussões jurídicas e humanitárias sobre proporcionalidade, direitos humanos e os limites da atuação das autoridades.

Uso operacional ainda não está confirmado

A tecnologia já foi considerada anteriormente para operações militares e de controle de multidões, mas sua utilização contra imigrantes na fronteira dos Estados Unidos não havia sido efetivada nas situações relatadas.

A nova autorização representa um avanço na avaliação de seu possível emprego em operações migratórias, mas não equivale à aprovação definitiva para uso permanente.

O tema deverá continuar provocando debates sobre a eficácia desse tipo de armamento, seus riscos para a população civil e os limites do uso de tecnologias militares em ações de fiscalização de fronteiras.

Sobre o Autor:
Redação Entre Fronteiras
Grupo de Brasileiros focados em auxiliar empreendedores nos Estados Unidos da América.

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